Explore a história, os calendário e as matemáticas da civilização maia navegando pelas seções desta página.
Os maias habitaram a região da Mesoamérica (que hoje compreende o south do México, Guatemala, Belize e partes de Honduras e El Salvador). Ficaram amplamente conhecidos por possuírem uma das culturas mais ricas e avançadas do mundo antigo, destacando-se de forma monumental na arquitetura, na arte, na escrita hieroglífica estruturada e, principalmente, nos campos da astronomia e da matemática.
Sem o auxílio de instrumentos modernos, eles mapearam com extrema precisão os movimentos lunares, os eclipses e os ciclos de planetas como Vênus. A ligação entre o cosmos e a sua organização social era tão intrínseca que os seus calendários determinavam os momentos exatos para rituais sagrados, colheitas e grandes eventos políticos.
O Tzolkin (260 dias) e o Haab (365 dias) giram como engrenagens. Eles só se alinham perfeitamente a cada 18.980 dias (52 anos).
| Ciclo | Matemática | Duração |
|---|---|---|
| Tzolkin | 13 x 20 | 260 dias |
| Haab | (18 x 20) + 5 | 365 dias |
Para medir milênios, os Maias usavam unidades baseadas no 20 (com exceção do Tun para alinhar ao sol).
| Unidade | Cálculo | Dias |
|---|---|---|
| 1 Uinal | 20 Kin | 20 |
| 1 Tun | 18 Uinal | 360 |
| 1 Katun | 20 Tun | 7.200 |
| 1 Baktun | 20 Katun | 144.000 |
Converta dias, datas específicas ou o formato clássico Maia.
Os Maias utilizavam um sistema vigesimal posicional. Cada nível vertical representa uma potência de 20 (1º nível: unidades de 0 a 19; 2º nível: múltiplos de 20; 3º nível: múltiplos de 400, etc.).
Em cada nível posicional, acumulamos no máximo 4 pontos/seixo (cada um vale 1) e no máximo 3 barras/bastão (cada uma vale 5). Quando um nível atinge 20, ele zera e adiciona 1 unidade ao acima.
O símbolo da concha representa o zero. Ele é essencial no sistema posicional para indicar que uma determinada ordem ou nível de potência de 20 está vazia.
Abaixo está o conversor do sistema numérico indo-arábico para o sistema maia. Faça o teste, digite o número "18" e veja sua representação no sistema numérico maia. Após isso explore essas representações com diversos números. Ex: 14,23,44.
Ao lado, é possível construir somas e subtrações usando o sistema numérico maia. Lembre-se: bastão (barra) só subtrai bastão, e seixo (ponto) só subtrai seixo. Hora de explorar! Faça algumas somas e subtrações para entender como essas operações funcionam no sistema numérico maia.
A pesquisa surgiu no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UFAL), vinculada ao projeto “Matemáticas na astronomia, na arquitetura e nos calendários da civilização maia”, desenvolvido no Instituto de Matemática da Universidade Federal de Alagoas. O estudo teve como foco investigar as matemáticas presentes nos calendários maias, considerando seus aspectos históricos, culturais e educacionais, bem como analisar possibilidades de abordagem desse tema na Educação Básica. Além disso, a pesquisa busca contribuir para a valorização da História da Matemática como ferramenta no processo de ensino e aprendizagem.
Graduando (Matemática Licenciatura) na Universidade Federal de Alagoas - Ufal, responsável pelo projeto do Mundo dos Maias.
🔗 CURRÍCULO LATTESPossui doutorado em Educação Matemática e pós-doutorado na área de História das Ciências pela Universidade Estadual Paulista ''Julio de Mesquita Filho'' (Unesp), mestrado em Matemática e licenciatura em Matemática pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
🔗 CURRÍCULO LATTESGraduanda (Matemática Licenciatura) na Universidade Federal de Alagoas - Ufal.
🔗 CURRÍCULO LATTESGraduando (Matemática Licenciatura) na Universidade Federal de Alagoas - Ufal.
🔗 CURRÍCULO LATTESGraduanda (Matemática Licenciatura) na Universidade Federal de Alagoas - Ufal.
🔗 CURRÍCULO LATTESCAVALCANTI, T. J. B. Calendário maia, 2012 e nova era, Niterói: Ed. do Autor, 2012.
GALVÃO, M. E. E. L. História da Matemática. Osasco: Edifieo, 2008.
GENDROP P. A civilização maia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
KATAOKA, F. Civilizações antigas: maia, egípcia, asteca, inca. Ed. Geek.